Agosto foi marcado pela volatilidade no mercado brasileiro.

O mês teve duas faces bem definidas, o Ibovespa amargou uma sequência de 11 quedas consecutivas e chegou a operar abaixo dos 165 mil pontos, depois, emendou uma forte reação na reta final com 9 altas seguidas, impulsionado pelo salto do petróleo e alívio nos juros globais.

A forte retirada de capital estrangeiro pressionou a bolsa de valores na maior parte do mês, o saldo dos investidores internacionais seguiu no vermelho, prejudicando o desempenho das ações durante o período.

O movimento de fuga de investidores estrangeiro fez a cotação do dólar subir aqui no Brasil, gerou uma corrida pela moeda americana na primeira metade do mês, reduzindo a liquidez de dólares no mercado local e empurrando a cotação para cima.

A escalada dos conflitos no Oriente Médio e as tensões eleitorais no Brasil fizeram com que os investidores buscassem proteção.

Diante da forte debandada estrangeira (o pior saldo mensal do ano), o dólar encontrou um teto de resistência expressivo na faixa de 5,24 por volta do dia 18, porém na reta final do mês os preços do petróleo beneficiaram as ações da Petrobras ajudando o real a fechar ontem em torno de 5,185.

A retomada dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã mantém os preços do petróleo em alta. O barril do tipo Brent é negociado a US$ 92,16 (+4,38%), enquanto o WTI opera a US$ 87,87 (+2,46%).

O destaque do dia fica por conta da divulgação do PIB aqui no Brasil

O índice DXY trabalha em alta de +0,15% aos 99.528 pontos.

Os índices acionários europeus trabalham em alta, os futuros norte-americanos em baixa nesta manhã.

Não há previsão de leilões no mercado de câmbio hoje.

AGENDA ECONÔMICA: Principais divulgações

BRASIL: divulgação do PIB (09h),  PMI industrial (10h).

EUROPA: índice de preços ao consumidor (06h).

EUA:  discursos de membros do FED (10h), PMI industrial (10h45), ofertas de empregos (11h).

BOLSAS DE VALORES

  • ÁSIA: Shanghai: -0,16%, Hong Kong: +1,00%, Tokio: -0,19%.
  • EUROPA: trabalham em baixa de -0,65% na média.

ESTADOS UNIDOS: trabalham em baixa de -0,42% média.