Dólar avança e fecha acima de R$ 5,22, no maior nível desde março.

Movimentos externos e principalmente internos puxaram as cotações do dólar, ontem a divisa norte-americana fechou cotada em 5,23 com alta de +0,85%.

O impasse entre os Estados Unidos e o Irã nas negociações de paz, após a rejeição de propostas no final de semana , gerou forte aversão ao risco global.

Apesar do Brent voltar a ser cotado abaixo dos susd.100,00 por barril, a pressão dos preços dos combustíveis pressionam os títulos do tesouro.

Agora pela manhã o Brent está sendo cotado em usd.97,46 com baixa de -0,36% e o WTI em usd.92,25 com queda de -0,37%.

O rendimento dos títulos públicos de longo prazo dos Estados Unidos subiu agressivamente. O título de 30 anos avançou para 5,55%, atingindo patamares que não eram vistos há décadas.

A reta final das eleições presidenciais no Brasil foi um dos principais motivos para a alta do dólar ontem.

O mercado financeiro reagiu com cautela e aversão ao risco diante das últimas pesquisas de intenção de voto que mostraram recuperação de Lula e um cenário de forte polarização.

Como os investidores buscam proteção em momentos de incerteza política e fiscal, eles compram dólares, o que faz a moeda subir.

Uma agenda econômica cheia hoje deve elevar o nível de cautela e de volatilidade nos mercados, nos Estados Unidos saem os dados de empregos privados e aqui no Brasil o IGP-M, e a taxa de desemprego.

O Ibovespa fechou em baixa de -0,26% aos 182.991 pontos.

Os índices acionários europeus trabalham em alta, os futuros norte-americanos em baixa.

Não há previsão de leilões de swap cambial para fins de rolagens.

AGENDA ECONÔMICA: Principais divulgações

BRASIL: IGP-M (08h), empréstimos bancários (08h30), taxa de desemprego (09:00h), índice Caged de empregos (14h30).

EUROPA: índice de expectativa de inflação, confiança do consumidor (06h)

EUA: preços do imóveis (10h), confiança do consumidor CB, ofertas de empregos(11h).

BOLSAS DE VALORES:

  • ÁSIA: Shanghai: +0,18%, Hong Kong: -0,48%, Tokio: -0,47%.
  • EUROPA: trabalham em alta de +0,24% na média.

ESTADOS UNIDOS: trabalham em baixa de -0,05% na média.