Cupom eleitoral dita os rumos dos mercados.
Por ser a semana pré-eleição (com o primeiro turno marcado para o próximo domingo, 4 de outubro), o mercado financeiro brasileiro entra oficialmente em modo de extrema defensiva e alta volatilidade.
Em semanas como esta, os fundamentos econômicos tradicionais (como balanços de empresas ou dados de inflação) costumam ficar em segundo plano, e o comportamento dos preços passa a ser ditado quase que 100% pelas pesquisas eleitorais e os boatos de bastidores políticos.
Qualquer oscilação decimal nas pesquisas de intenção de voto (como as rodadas finais da Quaest, Datafolha ou Ipec) causará reações imediatas.
Grandes fundos de investimento e investidores institucionais estrangeiros tendem a reduzir o volume de negociações.
Eles preferem "ficar tomados" (guardar dinheiro em caixa ou em títulos públicos de curtíssimo prazo) a fazer grandes apostas antes de saber qual será o desenho real do cenário político.
O mercado financeiro reagiu com forte preocupação fiscal às novas medidas provisórias do governo: a proibição das bets e a criação do Desenrola 3.0.
O anúncio feito na última sexta-feira (25) ativou um "efeito tesoura" nas expectativas econômicas, combinando uma perda súbita de receita com a escalada dos gastos públicos.
O dólar fechou sexta-feira cotado em 5,19, o Ibovespa caiu -0,27% (183.477 pontos)
Os índices acionários europeus trabalham em alta, os futuros norte-americanos em baixa.
Agora pela manhã o Brent sobe +3,53% (usd.100,88) e o WTI +4,17% (usd.96,25).
Não há previsão de leilões de swap cambial para fins de rolagens.
AGENDA ECONÔMICA: Principais divulgações
BRASIL: boletim Focus (08h25), transações correntes (08h30)
EUROPA: discurso da Presidente do BCE (10h30).
EUA: atividade industrial do FED de Dallas (11h30).
BOLSAS DE VALORES:
- ÁSIA: Shanghai: -1,67%, Hong Kong: +0,54%, Tokio: -0,69%.
- EUROPA: trabalham em alta de +0,12% na média.
- ESTADOS UNIDOS: trabalham em baixa de -0,75% na média.





