Perspectivas do mercado financeiro para a semana de 20 a 24 de outubro de 2014

Publicado em 21/10/2014

Segundo a Tendências Consultoria, a semana passada mostrou grande turbulência nos mercados globais.


AGK Corretora de Câmbio- Dolar, Euro, Moeda estrangeiraO índice VIX, que mensura a volatilidade dos ativos, chegou a atingir 26,25 pontos, nível mais alto desde junho de 2012, quando as preocupações com a integridade da Zona do Euro estavam em seu auge. A elevação das incertezas ligadas a um possível hard landing da China e a interrupção na recuperação econômica da Europa explica em parte a aversão ao risco que predominou nos últimos dias. A postura extremamente cautelosa do BCE na implementação do seu programa de compras de ativos também contribui para esse receio dos investidores. Por outro lado, dados econômicos norte-americanos trouxeram certo alívio, pois sugerem que ainda não há um contágio da situação externa para o país.

A reação das autoridades evitou um acirramento da queda dos preços dos ativos. Coeure, do BCE, afirmou que o programa de compras de ativos deve começar nos próximos dias. Kuroda, do BoJ, declarou que a instituição ainda está na metade do caminho para cumprir a meta de inflação japonesa, de forma que ainda não é hora de pensar em estratégia de saída. Essas palavras se somam ao discurso de Bullard na quinta-feira, que sugeriu até mesmo a continuidade por mais alguns meses do 
quantitative easing pelo Fed, caso necessário. Assim, o foco deve continuar na postura das autoridades.

Ainda no front externo, os dados de atividade na China, a serem conhecidos nesta terça-feira, serão acompanhados de perto. Uma eventual decepção com o crescimento da indústria em setembro ou um número muito abaixo do esperado para o PIB do terceiro trimestre tenderiam a acirrar o pessimismo entre os investidores. Nos Estados Unidos, a agenda de divulgações corporativas é destaque, com os balanços de grandes empresas como Apple, IBM, Yahoo e Microsoft, do ramo de tecnologia, e Boeing, Coca Cola, Ford, 3M e Caterpillar, de outros segmentos.

Na última semana antes das eleições, os mercados brasileiros vão estar totalmente direcionados pelos sinais das pesquisas eleitorais a serem conhecidas ao longo da semana, a começar pela Datafolha (segunda-feira). A agenda econômica tem como destaques o IPCA-15 de outubro (terça-feira) e a pesquisa mensal do emprego de setembro (quinta-feira). Embora o ambiente externo seja importante, são os sinais domésticos que devem ditar o rumo dos mercados ao longo da semana. Um aumento na percepção das chances de vitória da oposição motivariam ganhos nas bolsas e queda na taxa de câmbio, enquanto uma tendência favorável à situação motivaria perdas nos ativos. O quadro bastante competitivo deve manter os mercados voláteis no País.


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