Perspectivas para a semana de 04 a 08 de agosto de 2014

Publicado em 05/08/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais passam por uma fase de ajustes, o que agrega o risco de oscilações mais intensas nos ativos. A forte reação da economia norte-americana no 2º trimestre e as pequenas mudanças no comunicado do Fed levaram os agentes a reavaliar o cenário para a política monetária do país, embora os números do emprego tenham aliviado a pressão nesta sexta. De qualquer forma, este tema estará cada vez mais no foco de agora em diante, o que amplia a possibilidade de períodos de forte volatilidade e mantém o viés de valorização dos ativos em dólares. No Brasil, sem fatos novos do âmbito político, este quadro externo exerceu impactos significativos nos mercados, resultando na alta de câmbio e juros, além da correção na Bovespa.

Para a próxima semana, a agenda global será menos movimentada. Ainda assim, todos os sinais da atividade nos EUA serão atentamente monitorados. Sem indicadores na segunda, as atenções voltam-se para a terça-feira, com o ISM do setor de serviços e as encomendas à indústria.
A agenda retorna na quinta, com os pedidos de auxílio desemprego e o crédito. Ou seja, os poucos dados sugerem que alguma acomodação seria viável, com os agentes à espera de informações mais conclusivas da economia e da política monetária. Outro evento global importante será a reunião do BCE, na quinta-feira, quando a instituição deve avançar no discurso expansionista, após o novo recuo da inflação no bloco. Por fim, será preciso também acompanhar os demais fatores de risco, como as tensões geopolíticas (Leste Europeu e Faixa de Gaza), os problemas do BES em Portugal e a negociação do default da Argentina.

No Brasil, além do ambiente internacional, que deve continuar no foco, os investidores devem ficar atentos a eventuais novas pesquisas eleitorais. No câmbio, fica a expectativa para a sinalização do Banco Central sobre o programa de rolagem dos swaps que vencem em setembro. A operação inicial deve ocorrer já na segunda-feira e a instituição deve manter a rolagem parcial, como tem feito nos meses recentes. Porém, a volatilidade dos últimos dias relembrou os investidores dos riscos de uma reprecificação dos ajustes monetários nos EUA, o que tem impactos significativos no câmbio e juros futuros. Na Bovespa, a correção também deve esfriar o ímpeto comprador que prevaleceu nas últimas semanas, mas neste caso o quadro político também segue com grande importância. A inflação doméstica também tem dado sinais menos adversos, a conferir nesta semana com a divulgação do IGP-DI (quinta), IPC-S e IPCA (sexta).


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