Perspectivas para a semana de 02 a 06 de fevereiro de 2015

Publicado em 03/02/2015

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Os mercados voltaram a exibir uma fase de maior instabilidade nos últimos dias

No exterior, os patamares elevados das bolsas continuaram limitando novos ganhos, em meio a incertezas econômicas e novos focos de risco, como a questão da Grécia. 

O petróleo tem conseguido encontrar um suporte próximo a US$ 45/barril WTI, mas ainda com muitas oscilações. No Brasil, a semana termina de forma muito negativa, com o aumento das tensões com a situação da Petrobras e os péssimos resultados das contas públicas em 2014, resultando na forte pressão sobre câmbio, juros e bolsa. No exterior, a semana deve começar reagindo aos dados da China, que saem no fim de semana. Os índices PMI irão fornecer uma leitura da atividade no início do ano, em um momento em que persistem preocupações com a evolução da economia do país.

A retomada das quedas dos preços do minério de ferro em janeiro demonstra que o sentimento dos investidores segue adverso. Nos EUA, a desaceleração da economia no 4º trimestre aumenta a expectativa com os indicadores de janeiro, que começam a sair nesta semana. Dados muito fortes poderiam ampliar o receio com o aumento de juros, enquanto números fracos elevariam a aversão ao risco. Em qualquer situação, o dólar tende a continuar emvalorização global, mesmo que de forma moderada.

Destaque para a sexta-feira, com os números do mercado de trabalho. Os antecedentes que saem na quarta (ADP e ISM serviços) também devem ser monitorados. No Brasil, fica a expectativa para a reabertura da semana após o forte abalo dos mercados nesta sexta.

A percepção de ajuste fiscal é elemento crucial para estancar o pessimismo com o País, após o péssimo desempenho registrado em dezembro. Porém, o risco de deterioração da situação financeira da Petrobras continuará no radar. A princípio, seria esperada uma redução deste pico de nervosismo desta sexta, mas a volatilidade deve continuar elevada nos ativos domésticos, considerando também o instável ambiente externo. Na agenda local, destaque para dados de atividade, que não devem animar (produção industrial e Anfavea), além do IPCA de janeiro, que deve ser o maior desde 2003 para o mês.

Além disso, o fluxo cambial será acompanhado, a fim de avaliar se as entradas recentes são consistentes.


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