Perspectivas para a semana de 16 a 20 de junho de 2014

Publicado em 17/06/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os Estados Unidos estarão no centro das atenções dos mercados globais na próxima semana, com uma agenda carregada de indicadores de atividade e inflação, além da reunião do Federal Reserve. Nos últimos dias tem prevalecido certa instabilidade nos
ativos, especialmente nas bolsas, que não demonstram fôlego para avançar além dos elevados patamares atuais, mas também não partem para uma realização de lucros mais intensa. O dólar e os juros dos treasuries têm exibido maior acomodação, sem perspectiva de mudanças no panorama da política monetária norte-americana, o que será reavaliado nesta semana no comunicado do Fed. No Brasil, as últimas pesquisas eleitorais proporcionaram um impulso adicional à Bovespa, que chegou a romper os 55 mil pontos na quinta-feira. A taxa de câmbio tem oscilado em intervalos estreitos, ao redor de R$ 2,23/US$, tendo como única novidade recente a confirmação pelo BC da continuidade da
política de hedge no 2º semestre. Já os DIs seguem operando majoritariamente em baixa, diante dos dados cada vez mais fracos de atividade e de alguns sinais mais amenos da inflação.

Para esta semana, sem novos indicadores da China, os investidores focam nos EUA. O sentimento atual é de melhora da economia, mas os últimos dados trouxeram alguns sinais mistos, como observado na queda da confiança do consumidor e no crescimento abaixo do esperado do varejo. Desta forma, o conjunto de indicadores da semana, que terá como destaque números do setor industrial, será de grande importância para avaliar a consistência da retomada recente, que favoreceu as bolsas e o dólar em termos globais.
Cabe atentar para a produção industrial e o índice Empire (segunda), dados do setor imobiliário (terça) e indicadores antecedentes e Fed Philadelphia (quinta). Porém, a quarta-feira será o ponto alto da semana, com a reunião do Fomc. Embora sem perspectiva de mudanças na sinalização da política monetária, cabe observar, no comunicado, como a instituição avalia os sinais recentes de atividade e inflação, que apontam um quadro mais equilibrado na direção das metas.

No Brasil, a semana começa com o exercício de opções na Bovespa, que deve trazer alguma volatilidade especialmente nas ações das blue chips. A Vale tem sofrido com as incertezas relacionadas à China, diante do comportamento baixista dos preços do minério de ferro. Após as recentes pesquisas Ibope e Datafolha, não devemos ter novos fatos eleitorais nesta semana, que será encurtada nos mercados domésticos pelo feriado da
quinta-feira. O viés segue positivo para a renda variável, no embalo do quadro político, porém, a curto prazo, é mais difícil que se observem novos ganhos. No câmbio, fica a expectativa para o detalhamento, pelo BC, da política de oferta de swaps no 2º semestre em termos de volumes diários e duração do programa. Por ora, o câmbio deve continuar próximo dos intervalos atuais, monitorando o ambiente externo. Já os DIs repercutem os diversos índices de inflação da semana, com destaque para o IPCA-15 na quarta, que não deve desacelerar como se espera. Porém, os preços no atacado continuam em queda, o que deve ficar evidenciado nos próximos IGPs. Sem perspectiva de melhora da atividade, a curva de juros não tem forças para recompor os prêmios neste momento.


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