A Estratégia Nacional de Educação Financeira

Publicado em 11/11/2016

Imagem do Artigo A Estratégia Nacional de Educação Financeira
Por iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), desde o ano de 2008 seis órgãos do governo e 19 instituições financiras privadas atuam e desenvolvem um projeto de denominação Estratégia Nacional de Educação Financeira, por objetivo de auxilar adultos e estudantes sobre formas e hábitos de consumir, economizar, investir e proteger seu dinheiro, formas de planejar seu orçamento; a sonhada compra da casa própria; compreeender a engrenagem dos juros; controlar suas dúvidas e conhecer seus direitos de devedor.
Apenas com financiamento de Banco Mundial e sem nenhum dinheiro publico no bolso, em 2008 esse grupo realizou uma pesquisa nacional em que 36% dos pesquisados declararam ter perfil gastador, 54% não conseguem honrar suas dúvidas e só 31% poupam regularmente para a aposentadoria. Utilizada e aplicada a pesquisa visou principalmente aos brasileiros da classe média ascendente. Por ser uma classe onde poupam e gastam com aperto, é justamente a classe que mais nescessita dessa educação financeira.
"Não há nada de mais a não ser a vida das pessoas e ajuda-lás a cuidar de si própria", assim definido pelo presidente do Conselho de Administração da Bovespa, uma das instituições apoiadoras. "É orientar a criança desde cedo a administrar seu dinheiro, poupar, consumir o nescessário e com limites, contratar um seguro de vida,assim por diante utilizar seu dinheiro de forma correta", assim diz Maria Helena Santana,presidente da CVM.
Mas essa idéia não surgiu dos Brasileiros. Ao aprender com experiências na Austrália, EUA, Espanha e Nova Zelândia, constatou que não somos os únicos atrasados no assunto. De acordo com uma pesquisa feita na Inglaterra, justamente a capital financeira da Europa, apenas 20% da população passou em teste aritmética básica para avaliar o preparo para tomar decisões - 80% mostraram insegurança em tomar a decisão de onde aplicar seu dinheiro.
A partir de 2008, o comitê responsável  pelo projeto no Brasil, estruturou experiencias piloto em 439 escolas publicas de 99 munincípios,envolvendo 13.236 estudantes do ensino médio. Foram usados três livros nas aulas por professores preparados. "A intenção é levar informações e conhecimentos para estudantes tomarrem a decisão correta quando virarem adultos, opinar aonde aplicar o dinheiro de acordo com suas nescessidades,com autonimia e sem paternalismo. Seja comprar sua casa, fazer um seguro de vida, poupar para a aposentadoria, negociar com o banco os juros do cartão de crédito, contrair um empréstimo, comprometer uma parcela da renda com a prestação de um bem. E, sobretudo, planejar e controlar seu orçamento", explica Maria Helena Santana. Armínio Fraga, incentivador do projeto, acredita que com o tempo a educação financeira irá enraizar na população a cultura do pensar no longo prazo, auxiliando a elevar a taxa de poupança do País, atualmente um bloqueador ao desenvolvimento.


Deixe seu comentário