Perspectivas para a semana de 13 a 16 de outubro de 2015

Publicado em 13/10/2015

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A principal questão de curto prazo para os mercados internacionais consiste na duração desta reprecificação dos ativos, diante do aumento das apostas de postergação da elevação dos juros pelo Fed.

Os sinais de inflação ainda muito baixa no país devem ganhar reforço nos índices a serem divulgados nesta semana (PPI e CPI), o que favorece a manutenção dessa tendência. Porém, diante dos fortes ajustes observados nos últimos dias, uma acomodação do movimento também não pode ser descartada. Além dos dados de inflação e atividade, será importante monitorar as diversas declarações de dirigentes do Fed ao longo da semana, bem como o próprio Livro Bege na quarta-feira. A China também voltará ao radar com dados de inflação e balança comercial no início da semana, embora os investidores já estejam mirando o resultado do PIB do 3º trimestre, a ser divulgado no dia 19. O receio com o enfraquecimento da economia do país segue como um contraponto à recente recuperação das commodities.

No Brasil, a recuperação dos ativos, puxada pela melhora internacional, será desafiada pela manutenção de riscos locais. A leitura da decisão do TCU não foi negativa, com uma possível interpretação do mercado de que tal fato impõe limites mais rígidos para novas aventuras fiscais por parte do governo, ou ainda que poderá resultar na mudança do comando do país. De todo modo, a apreciação dos vetos presidenciais segue como um elemento fundamental no curto prazo, tendo em vista os efeitos muito nocivos nas contas públicas de eventual derrubada.

Assim, passado o feriado de 12 de outubro, os mercados locais irão reabrir de olho nos movimentos externos e, principalmente, reavaliando todo o conjunto de informações locais, que ainda apontam para grandes incertezas. Assim, a aparente calmaria para os ativos domésticos não pode ser vista como definitiva. Eventual continuidade da queda do dólar, que atingiu patamar de R$ 3,75/US$ nesta sexta, dependeria da manutenção da trajetória global e de um quadro interno ameno, ou seja, uma combinação muito positiva. Além disso, novas quedas devem ser contidas pelo incentivo às compras, o que tende a equilibrar o mercado. Na agenda local, destaque para a PMC e o IBC-Br, que devem continuar negativos, além dos índices de inflação, em um momento de novas pressões.


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