Perspectivas para a semana de 21 a 25 de setembro de 2015

Publicado em 22/12/2015

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Os mercados internacionais terão o fim de semana para refletir sobre as mensagens emitidas pelo Federal Reserve na última quinta-feira, que amplificaram os temores com o desempenho da economia global nos próximos meses. Assim, a manutenção dos juros não teve o efeito tranquilizador esperado, causando um impacto negativo nas bolsas ao acentuar as incertezas. Já o dólarperdeu parte do impulso global, tendo em vista a postura cautelosa exibida pelo Fed, que não foi mais enfático em apontar o início do aumento de juros neste ano.

No Brasil, o contexto local segue como principal condicionante dos ativos. Apesar de altos e baixos, o ambiente continua em franca deterioração, após o novo plano de ajuste não ser bem recebido e ainda trazer diversas reações contrárias em diversos grupos da sociedade. Com isso, o dólar nesta sexta atingiu R$ 3,93/US$, o que cria a possibilidade de uma atuação do Banco Central no curto prazo na tentativa de limitar o movimento e impedir o alcance do patamar de R$ 4,00/US$.

 
No exterior, a semana deve começar com os investidores ponderando os fatos novos desta semana. A manutenção dos juros pelo Fed não chegou a surpreender, mas os sinais trazidos pelo comunicado e pela presidente Janet Yellen indicaram a possibilidade de postergação para 2016, o que agrega cautela diante dos riscos que estão sendo vistos pela autoridade monetária. Assim, é possível um período de instabilidade nos mercados, com os investidores sem confiança para fazer apostas agressivas em ativos de maior risco, embora por outro lado exista o suporte expansionista do Fed (e consequentemente de outros BCs).

A China também merece monitoramento ao longo da semana, certamente ainda com muitos altos e baixos nas bolsas. Em particular vale acompanhar o índice PMI-Markit na terça à noite, que deve gerar impactos na reabertura da quarta. Os dados dos EUA ao longo da semana também devem movimentar os preços pontualmente. 
 
No Brasil, os mercados devem continuar direcionados principalmente pelos fatores domésticos. Não há nenhum gatilho que possa trazer uma melhora de ambiente no curto prazo, o que tende a manter o cenário de forte volatilidade e predomínio do nervosismo.

Do lado político, além do noticiário e das movimentações diárias, cabe acompanhar na terça-feira os trabalhos do TSE, que deve colocar na pauta um dos pedidos de cassação do mandato de Dilma Rousseff.

Os preços já estão muito esticados, em especial câmbio e juros futuros, mas sem um estancamento das más notícias há espaço para deterioração adicional. Cabe saber até que ponto o Banco Central irá permitir a alta do dólar antes de tentar uma ação mais agressiva, o que pode ocorrer a qualquer momento. A agenda local tem perdido relevância em relação às notícias políticas, mas ao longo desta semana vale acompanhar dos dados do mercado de trabalho (PME e Caged) e inflação (IPCA-15).


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