Perspectivas para a semana de a 20 a 24 de julho de 2015

Publicado em 20/07/2015

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Os mercados internacionais devem ter uma semana mais amena, com a redução das tensões envolvendo a Grécia, a acomodação dos mercados na China e a agenda pouco movimentada nos Estados Unidos. O tema da política monetária norte-americana voltou ao radar nos últimos dias, diante dos menores riscos globais e das declarações de Janet Yellen no Congresso, onde ela reiterou a perspectiva de elevação da taxa de juros ainda neste ano. No Brasil, os riscos externos foram substituídos ao final da semana por novos ruídos domésticos, especialmente no âmbito político. A demora para a aprovação de medidas fiscais transferiu as votações para após o recesso parlamentar, em agosto, em meio à visita da agência Moody´s ao País. Novos problemas na base aliada surgiram nesta sexta, com o rompimento do presidente da Câmara Eduardo Cunha com o governo, ampliando o receio nos mercados.

No exterior, sem agenda relevante, cabe monitorar nos próximos dias o comportamento das bolsas na China, que voltaram a subir após as fortes perdas recentes e medidas restritivas do governo, além da continuidade das discussões envolvendo o plano de ajuda à Grécia. De todo modo, os dois temas devem causar menos problemas no curto prazo. Nos EUA, as apostas para a política monetária devem ser pouco alteradas, diante da ausência de indicadores de peso e de pronunciamentos de autoridades na semana. Assim, os ativos devem passar por um período de maior acomodação.

Já no âmbito local os próximos dias devem permanecer muito movimentados. Mesmo com o recesso parlamentar, as tensões políticas devem continuar na ordem do dia, mantendo o risco de pressões em câmbio e juros longos. Assim, é fundamental monitorar o noticiário político, com os desdobramentos dessa nova crise envolvendo o governo e Eduardo Cunha. O cenário fiscal também segue como fator de preocupação, afetado pelo mau desempenho da economia e pelas dificuldades políticas. Possíveis comentários da visita da Moody´s também podem causar movimentos nos ativos. O ambiente deteriorado vem tendo reflexos adicionais na curva de juros, que agora atribui uma maior probabilidade à redução do ritmo de aperto monetário pelo Copom no dia 29. Sobre essa questão, vale acompanhar três indicadores da agenda: a mediana das projeções para o IPCA de 2016 na pesquisa Focus (segunda), o IPCA-15 (quarta) e a pesquisa mensal de emprego (quinta). Na Bovespa, o alívio externo favorece alguns ativos mais ligados ao fator global, mas, em linhas gerais, o panorama não é positivo


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