Perspectivas para a semana de 11 a 15 de maio de 2015

Publicado em 11/05/2015

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Os mercados internacionais terão pela frente alguns dias de reavaliação de cenário.

Após os dados pouco conclusivos do mercado de trabalho nos EUA, que sustentaram o quadro de incertezas sobre o timing do início do aperto monetário.

Com os atuais níveis elevados das bolsas, têm crescido os questionamentos sobre eventual sobrevalorização dos papéis, o que mantém o risco de períodos de correção no curto prazo.



Nas taxas de câmbio, a expectativa de que o Fed não terá pressa para subir juros, a despeito da percepção de que a perda de ritmo da economia é temporária, manteve o viés de enfraquecimento global do dólar.




Na Europa, sem maiores novidades econômicas, o foco de curto prazo segue na Grécia, com nova reunião sobre o tema marcada para esta segunda. A China continua como fator de risco, tendo dados importantes na semana, que devem ter grande repercussão nos mercados. No Brasil, as discussões e as votações sobre as medidas de ajuste fiscal no Congresso devem ocupar o centro das atenções até o final do mês. A aprovação na Câmara da MP 665 foi positiva, mas a votação apertada e a necessidade de concessões em alguns pontos devem manter alguma cautela até que todo o processo seja concluído. Porém, persiste um ambiente mais favorável diante das mudanças da política macroeconômica, que foram reforçadas pela ata hawkish do Banco Central, que sinalizou a continuidade do aperto monetário visando a redução das expectativas de inflação em 2016.

A expectativa em torno da manutenção do expansionismo monetário pelo Fed por mais tempo continua como fator de impulso no curto prazo, favorecendo bolsas e derrubando o dólar. Entretanto, diante dos movimentos já observados, a manutenção das trajetórias torna-se mais difícil, ao menos enquanto não houver um período de correção. Adicionalmente, podem começar a surgir números novamente melhores da economia dos EUA, o que modificaria as apostas para o timing do início do aperto monetário. Nesta semana, diversos indicadores devem contribuir para tal avaliação, com destaque para as vendas no varejo, produção industrial, PPI e confiança do consumidor. A China também voltará ao foco, com os dados do varejo e indústria de abril entre a terça e a quarta, em meio aos temores de uma perda de ritmo mais intensa da economia. Os mercados devem abrir na quarta-feira refletindo estes números. Na Zona do Euro, espera-se avanços na reunião do Eurogrupo nesta segunda sobre o tema da Grécia, embora ainda sem uma solução definitiva. O tema tende a continuar gerando instabilidade nas próximas semanas, mas um acordo deverá ser alcançado até o final do mês.                                                                                                                                                           

No Brasil, o dólar voltou a romper os R$ 3,00/US$ nesta sexta, no embalo do movimento externo. Por aqui, a percepção de avanços nos ajustes, incluindo a postura mais dura do BC, deverá sustentar um ambiente mais ameno para os ativos, contribuindo para a permanência docâmbio pouco abaixo deste patamar. Os bons números do fluxo cambial, positivo em US$ 13 bilhões em abril, e a entrada de capitais externos na Bovespa são indicativos desta melhor leitura da situação local por parte dos investidores estrangeiros. Porém, segue crucial monitorar o quadro político, pois qualquer sinal de dificuldades para a aprovação dos ajustes irá causar oscilações nos ativos. Os próximos passos devem ser a votação da MP 665 no Senado, além da apreciação da MP 664 na Câmara. Desta forma, sinais políticos locais e os indicadores externos serão os direcionadores dos ativos domésticos nos próximos dias. Na Bovespa, após a rápida recuperação recente, embalada pelas blue chips, os papéis devem ficar sujeitos a movimentos curtos de realização, mas sem alterar o viés mais positivo. Na curva de juros, a parte curta tende a continuar pressionada pela postura do Copom, mas as taxas longas têm espaço para queda. Na agenda interna, cabe monitorar o avanço das expectativas de inflação para 2016 na pesquisa Focus, o fluxo cambial (quarta) e o índice IBC-Br (sexta


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