Perspectivas para a semana de 12 a 17 de janeiro de 2015

Publicado em 12/01/2015

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados continuaram imersos em elevada volatilidade nos últimos dias, alternando momentos de maior otimismo, com períodos de cautela e aversão ao risco. As intensas oscilações no petróleo, cujo preço ainda parece não ter encontrado piso, têm contribuído para o aumento do nervosismo. Somado aos índices elevados das bolsas, que favorecem uma realização de lucros, há como resultado períodos de fuga para ativos de maior qualidade, como títulos soberanos dos EUA, Alemanha e Reino Unido. Nesta sexta, dados fortes do mercado de trabalho norte-americano vieram acompanhados de uma inesperada queda dos salários, o que manteve a visão de que o Fed deverá ser cauteloso na sinalização do aperto monetário.

No Brasil, os movimentos também têm se mostrado intensos, com a soma das incertezas externas com as expectativas para os ajustes da economia local. A avaliação inicial positiva para o ajuste fiscal contribuiu para o arrefecimento das pressões em juros e câmbio, mas os agentes ainda aguardam as medidas concretas que devem ser anunciadas nos próximos dias pela equipe econômica.

O panorama instável não deve se alterar no curto prazo nos mercados globais. Embora prevaleça certo otimismo com a economia dos EUA e com a perspectiva de bancos centrais ainda com viés expansionista, os níveis recordes das bolsas e o quadro adverso para as commodities limitam apostas mais agressivas. Ou seja, o ambiente em geral é favorável, mas os riscos de correção preocupam, em meio aos temores com os problemas políticos na Grécia, a desaceleração da China e a derrocada do petróleo. Assim, a tendência é de manutenção dos altos e baixos nas próximas sessões, com os investidores de olho na agenda de indicadores e no comportamento destes termômetros de mercado, como o petróleo e os juros dos treasuries. Nesta semana os destaques ficam para dados do varejo e da indústria nos EUA e indicadores de comércio exterior na China. Como há eventos importantes na agenda da semana seguinte, como a reunião do BCE, o PIB da China e as eleições na Grécia, é provável que os ativos oscilem neste momento sem uma trajetória definida.

No Brasil, além do comportamento internacional, o foco estará no possível anúncio das medidas efetivas de ajuste fiscal. Cabe acompanhar rumores sobre preços de combustíveis, em meio a especulações de que a Petrobras poderia reduzi-los em virtude das quedas no exterior. Essa possibilidade é ruim para as ações da empresa. No geral, a Bovespa deve manter a tentativa de reação, embora ainda com perspectiva de muita volatilidade. Câmbio e juros seguem atentos aos sinais da política econômica, de modo que fatos novos podem manter a tendência de baixa. Na agenda local, destaque para dados defasados de atividade, envolvendo vendas no varejo e o IBC-Br. Cabe atentar também para o fluxo cambial (quarta) e alguns índices de inflação, como o IPC-S (sexta).


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