Corretora de câmbio- semana de 10 a 14 de novembro de 2014

Publicado em 10/11/2014

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Os mercados domésticos continuam imersos em elevada volatilidade, cenário que não deve se dissipar até que sejam eliminadas as incertezas em torno dos nomes da nova equipe econômica e de seu grau de autonomia. Como a própria presidente reeleita Dilma Rousseff informou que o anúncio ocorrerá apenas após a reunião do G-20, nos dias 15 e 16, a próxima semana ainda deverá ser muito afetada por rumores e boatos a este respeito, mantendo o quadro instável recente.

Panorama distinto nas principais economias

No exterior, o panorama distinto nas principais economias tem se materializado nos mercados, com as bolsas em Wall Street ao redor das máximas históricas e o dólar em valorização, enquanto ativos ligados a países da Zona do Euro e Japão aparecem mais fragilizados. Os dados nos EUA nesta sexta foram positivos, porém a geração de empregos um pouco abaixo do consenso esfriou as apostas minoritárias de antecipação na alta dos juros.

Ao longo da próxima semana, a agenda nos Estados Unidos é menos movimentada. Os sinais do consumo no país serão destaque, porém no final da semana. Na quinta-feira o Walmart anuncia seu balanço trimestral, normalmente acompanhado de uma leitura das perspectivas para os próximos trimestres. Na sexta, saem as vendas no varejo e a confiança do consumidor, que devem manter a avaliação moderadamente positiva para os gastos das famílias. Neste contexto, a tendência segue de valorização do dólar, mas após os movimentos recentes seria natural uma acomodação dos mercados no curto prazo, incluindo as bolsas. A China estará também no foco dos próximos dias, com a bateria mensal de indicadores de atividade, inflação e comércio exterior. Os números devem influenciar os mercados, em especial os ativos ligados às commodities ao longo da semana.

No Brasil, embora o quadro internacional mereça atenção, fatores domésticos devem continuar predominando na evolução dos ativos de mercado. As incertezas relacionadas  ao novo ministro da Fazenda e às diretrizes da política econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff seguem no centro das atenções, com especulações a respeito disso contribuindo para acentuar a volatilidade. Tal quadro não deve ser alterado no curto prazo, enquanto não houver o anúncio oficial da nova equipe. Este panorama tem gerado forte pressão einstabilidade no dólar, que se aproximou de R$ 2,60/US$. Neste momento, a escolha de um nome como Henrique Meirelles e, em menor grau, Nelson Barbosa, poderia trazer algum alívio, desde que viesse acompanhado de uma sinalização de certa autonomia decisória. Como essa situação ainda é muito duvidosa, o risco de novas pressões no câmbio e também na bolsa e na curva de juros persiste.


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