Casa de câmbio - Perspectivas para a semana

Publicado em 09/09/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais terão uma semana indefinida pela frente, diante de uma agenda pouco movimentada e sem outros direcionadores relevantes. Com isso, um quadro de acomodação dos ativos torna-se possível, à espera de fatos novos que possam alterar o panorama atual, que segue relativamente positivo. Nos últimos dias, sinais mistos da economia dos EUA reforçaram a visão de recuperação moderada no país, entretanto, sem requerer uma antecipação dos ajustes monetários pelo Fed, em uma combinação benigna para os ativos de risco. Na Zona do Euro, as medidas agressivas e inesperadas do BCE ajudaram a amenizar as preocupações deflacionárias na região, gerando impulso às bolsas e forte desvalorização do euro. No Brasil, as pesquisas eleitorais da semana quebraram a trajetória contínua de valorização dos ativos, ao apontarem certa reação da candidatura governista, o que propiciou uma realização de lucros nos mercados. Por aqui, o tema eleitoral deve continuar no radar, de olho nas próximas pesquisas.

No exterior, os dados do mercado de trabalho norte-americano nesta sexta reduziram as apostas em torno de um aumento mais próximo dos juros pelo Fed. Com isso, as pressões globais sobre o dólar e os juros globais devem permanecer mais contidas no curto prazo, considerando que este é um dos temas de maior relevância para os próximos meses. Isso soma-se ao expansionismo adicional anunciado na Zona do Euro, combinação que sugere a continuidade do ambiente de liquidez elevada, algo que tende a favorecer ativos que ofereçam uma melhor perspectiva de retorno. Nesse contexto, países emergentes podem voltar a receber bons influxos. Este quadro terá um bom teste durante os próximos dias, a fim de avaliar se os investidores irão aumentar a demanda por ativos high-yield. Do ponto de vista da agenda econômica, o destaque fica para a sexta-feira, com as vendas no varejo e a confiança do consumidor nos EUA. Além disso, no próximo fim de semana (dia 13) serão conhecidos os dados mensais da atividade na China, de grande importância.

No Brasil, o aspecto político seguirá no centro das atenções. Caso as novas pesquisas confirmem a melhora do cenário para o governo, a realização de lucros seria intensificada. Porém, as informações mais detalhadas ainda apontam um quadro favorável à candidatura de Marina Silva, o que sustenta a maior probabilidade de valorização para a Bovespa e mesmo para a taxa de câmbio. De qualquer forma, os movimentos dos ativos estarão muito condicionados pelas notícias eleitorais. Na agenda local da semana, destaque para indicadores de atividade. Na quarta, o índice ABCR de agosto, primeiro antecedente do mês da indústria. Já na quinta-feira sai a PMC de julho, que deve subir e ajudar na recuperação do IBC-Br na sexta, após as quedas recentes.


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