Câmbio -Perspectivas de 18 a 22-08-14

Publicado em 19/08/2014

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A semana deve ser movimentada nos mercados

Segundo a Tendências Consultoria, a semana deve ser movimentada nos mercados, especialmente no âmbito local, que terá como principal destaque os primeiros sinais do novo quadro eleitoral deste ano. É esperado para a segunda-feira a divulgação de pesquisa Datafolha contendo o nome de Marina Silva, que fornecerá um panorama mais claro das preferências dos eleitores após a mudança de cenário. No exterior, o ambiente deve continuar instável, com osagentes atentos aos problemas geopolíticos entre Rússia e Ucrânia e aos indicadores globais. Os dados recentes apontaram evolução mais contida nas principais economias, incluindo os EUA, o que ampliou a percepção de que a postura expansionista das políticas deve ser revertida muito cautelosamente. Isto favoreceu os ativos de maior
risco nos últimos dias.

No exterior, as tensões envolvendo Rússia e Ucrânia devem continuar no foco no início da semana. Após um período de diminuição dos temores, na sexta, informações de ataque ucraniano a comboio proveniente do país vizinho pressionou os mercados. O tema tende a manter certa cautela e volatilidade, conforme fatos novos apontem ora agravamento e ora acomodação do conflito. Nos EUA, a semana terá uma série de indicadores do setor imobiliário, que devem reforçar os sinais mistos recentes. Isto tem gerado alívio na pressão sobre dólar e juros dos treasuries, com a percepção de que o Fed manterá postura cautelosa na comunicação da política monetária. Justamente, este tema será o ponto alto da semana, com a divulgação a ata da última reunião do Fomc na quarta. O documento deve explicitar uma visão mais positiva das autoridades com o desempenho econômico, mas sem deixar de citar a necessidade de avanços adicionais do mercado de trabalho antes de começar a cogitar uma elevação dos juros. Na China, destaque para a prévia do índice PMI da indústria, na noite da quarta.

No Brasil, as atenções de curto prazo estarão voltadas para o cenário político

 Fica a expectativa para as intenções de voto em Marina Silva, especialmente em relação a Aécio no primeiro turno e em relação à Dilma na simulação de segundo turno. De qualquer forma, não parece haver maior animosidade dos mercados em relação ao cenário Marina, tendo em vista a defesa do forte ajuste macroeconômico feita pela equipe econômica que assessora a candidatura do PSB. Esta confiança ficou indicada nesta sexta, com a forte alta da Bovespa (puxada pela Petrobras) e calmaria no mercado cambial e de juros. No âmbito econômico local, destaque para os índices de inflação, entre eles o IPCA-15 na quarta, além da pesquisa mensal de emprego na quinta. Apesar do ambiente interno eventualmente menos tenso, ainda persiste o risco de muita instabilidade, em virtude dos dados e questões geopolíticas internacionais, e mesmo com os debates eleitorais domésticos.


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