Câmbio e mercado-Perspectivas

Publicado em 11/08/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais entraram em uma fase de maior instabilidade, com picos de aversão ao risco causados pelas tensões geopolíticas. Desta forma, eventuais fatos novos provenientes dos problemas recentes, especialmente o conflito envolvendo Rússia e Ucrânia, serão atentamente monitorados pelos agentes. Preocupa a elevação de tom nas ações entre Moscou e as potências ocidentais, o que pode trazer desdobramentos mais negativos. Além disso, a semana terá indicadores importantes dos Estados Unidos e China, que devem direcionar a leitura corrente da evolução das principais economias globais. No Brasil, o nervosismo externo trouxe pressões no câmbio e nos juros, variáveis que devem continuar reféns do ambiente global. Já o Ibovespa tem operado sob intensa volatilidade, de olho também em aspectos corporativos e o noticiário político-eleitoral.

Quadro deve continuar instável e sujeito aos altos e baixos.

Sem agenda importante no início da semana, os mercados devem manter o foco nas informações relacionadas aos fatores geopolíticos. Com isso, o quadro deve continuar instável e sujeito aos altos e baixos verificados nos últimos dias. É importante acompanhar a variação dos yields dos treasuries, que representam um indicativo do grau de aversão ao risco dos agentes. A partir da quarta-feira, a agenda internacional ganha destaque. Neste dia, os mercados globais abrem repercutindo os indicadores de atividade da China, que devem manter a visão de estabilização do crescimento da economia. Neste mesmo dia, as vendas no varejo dos EUA serão importantes para as apostas com relação à política monetária do país, que é o tema mais importante para os mercados nos próximos meses. Na sexta, a forte agenda novamente nos EUA, com produção industrial, índice Empire e confiança do consumidor, vai manter esse assunto no foco. Tem crescido a avaliação positiva da economia do país, o que deve voltar a pesar nos ativos, à medida que haja uma acomodação das tensões geopolíticas.

No Brasil, o cenário internacional continuará dividindo as atenções dos investidores com os fatores domésticos.

Isso que representa um risco importante a ser considerado pelos agentes. Há também o fator relacionado à política monetária nos EUA, que agrega viés de alta para as variáveis, especialmente a taxa de câmbio. No caso dos juros curtos, os sinais menos adversos da inflação podem favorecer certa acomodação, a depender do câmbio. Já a parte longa segue atenta ao ambiente global. Por sua vez, o Ibovespa deve reagir a uma nova pesquisa eleitoral (Sensus) ao longo da semana. Na segunda, também será destaque a repercussão do balanço da Petrobras, a ser divulgado na sexta. A bolsa deve continuar volátil, após a recuperação seguida por uma correção recente. No calendário local, destaque para índices de inflação (prévia do IGP-M, Fipe e IGP-10), além das vendas no varejo.

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