Perspectivas para a semana de 30 de junho a 04 de julho de 2014

Publicado em 01/07/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais terão uma semana importante pela frente, com os dados oficiais do emprego nos Estados Unidos, indicadores de atividade na China e a reunião do BCE. O destaque dos últimos dias ficou para a revisão pior que a esperada do PIB norte-americano do 1º semestre, o que prejudicou o desempenho dos ativos em dólares e serviu como um pretexto para alguma correção das bolsas globais, que vinham em patamares recordes. Com isso, ganham relevância os próximos indicadores de atividade, em especial do mercado de trabalho, que devem fornecer evidências da recuperação da economia norte-americana neste trimestre. No Brasil, os últimos dias também apresentaram movimentos importantes nos mercados. Destaque para a valorização do real, em resposta ao enfraquecimento global do dólar e à renovação da política de oferta diária de hedge até o final do ano pelo BC. Já o Ibovespa entrou em uma fase de realização de lucros, enquanto os DIs operaram com maior volatilidade.

A semana começa na expectativa pelas informações dos Estados Unidos, porém, os mercados devem reagir aos indicadores asiáticos que serão divulgados na segunda-feira à noite. Destaque para o PMI da indústria na China, que deve sancionar os sinais incipientes de estabilização da atividade, após um período mais claro de desaceleração. Se confirmada tal perspectiva, os mercados devem abrir positivamente na terça-feira. No Japão, cabe acompanhar também os números da pesquisa Tankan. Nos EUA, na terça, o ISM da indústria será importante para avaliar o ritmo de expansão da indústria em junho.Porém, o foco maior estará nos números do emprego, com a pesquisa ADP na quarta e osdados do payroll e taxa de desemprego, na quinta. Os indicadores devem ratificar o avanço gradual do mercado de trabalho, contribuindo para atenuar o mau humor trazido pela forte contração do PIB trimestral. Neste caso, alguma reação do dólar e dos juros dos treasuries seria provável, lembrando que os mercados em Wall Street fecham mais cedo na quinta e não operam na sexta-feira, em virtude do feriado do Dia da Independência. Na mesma quinta, a Zona do Euro também chama a atenção com a reunião do BCE, em que a instituição deve avançar um pouco mais na direção da adoção de um quantitative easing.

No Brasil, aspectos domésticos e externos continuarão guiando os movimentos de mercado. O dólar, que chegou a romper o patamar de R$ 2,20/US$ na quinta-feira, terá a disputa pela formação da PTAX no início da semana como direcionador. A partir daí,será determinado pelo comportamento global, de olho nos dados dos EUA. Com o fim do ciclo de alta da Selic, o câmbio ganhou relevância na tarefa de segurar os preços, o que sugere que o BC deve continuar atuando para manter o real mais forte no curto prazo. Na curva de juros, a combinação de atividade fraca, dólar baixo e queda de preços no atacado deveria manter o viés de baixa nos DIs. Porém, os dados fiscais ruins, como divulgados na sexta, mantém certo nervosismo entre os agentes, o que impede apostas mais agressivas para a política monetária. Finalmente, cabe observar se a Bovespa irá manter a tendência de realização, puxada especialmente pelas blue chips. Neste caso, os dados da China terão um peso relevante. Na agenda local, destaque para a nota de política fiscal,IPC-S e produção industrial


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