Perspectivas para a semana de 09 a 13 de junho de 2014

Publicado em 09/06/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais devem ter uma semana de reavaliação, após o expansionismo promovido pelo Banco Central Europeu, que trouxe novo impulso aos preços dos ativos. Como a agenda econômica ganha força apenas na parte final da semana, os primeiros dias devem exibir variações contidas, considerando os elevados patamares das bolsas e os movimentos observados nos títulos e taxas de câmbio. A decisão do BCE de reduzir as taxas de juros, ampliar a liquidez e mencionar um possível afrouxamento quantitativo, animou os agentes.

Nos EUA, os sinais de melhora moderada da economia também têm sido bem recebidos, pois indicam recuperação sem a necessidade de o Fed intensificar os ajustes monetários. No Brasil, uma pesquisa eleitoral voltou a impulsionar a Bovespa na sexta, após um período de baixa. Já o câmbio, que exibiu pressões no início da semana, foi favorecido pela ação do BCE. A curva de juros, por sua vez, manteve a tendência de queda, em linha com os sinais fracos da atividade e repercutindo a ata do Copom, que
demonstrou preocupação com esse cenário.


A segunda-feira começa repercutindo dados da balança comercial da China, que saem durante o final de semana. Os números devem exibir melhora, ajudando a reduzir os temores com um esfriamento excessivo da economia. O gigante asiático também estará no radar na sexta, com a divulgação da produção industrial e vendas no varejo, que devem fornecer uma visão mais clara do quadro atual. Nos EUA, onde o índice S&P 500 tem renovado os picos históricos, o ambiente segue moderadamente positivo, diante dos indicadores melhores da economia. Nesta semana, destaque para as vendas no varejo (quinta), que devem reforçar a perspectiva de bom crescimento no 2º trimestre. Apesar da cautela evidenciada pelo Fed na condução dos ajustes monetários, os sinais contínuos de recuperação sustentam o viés de gradual valorização do dólar em termos globais e de alta dos juros dos treasuries.


No Brasil, a semana será marcada pelo início da Copa do Mundo na quinta-feira, dia que será feriado em São Paulo. Após os ajustes promovidos nesta semana, os principais ativos não apresentam um viés claro neste momento. A Bovespa deve continuar direcionada por pesquisas e rumores políticos, especialmente as ações de estatais. A Vale, por sua vez, fica atenta aos sinais da China. No câmbio, o Banco Central deu um passo atrás ao retomar as ofertas de 10 mil contratos diários de swaps para rolagem, o que representa a renovação de 100% do vencimento de julho caso mantido o ritmo. Com isso, e também de olho no quadro externo e político, as pressões devem ficar mais contidas no curto prazo, a despeito da manutenção da tendência de alta para o dólar mais à frente. Já a curva de juros sofreu forte pressão baixista, diante de especulações de que o BC poderia reduzir a Selic num contexto de risco de recessão. Embora tal cenário seja menos provável, novos dados ruins podem acentuar tal perspectiva. Na agenda da semana, destaque para o índice IBC-Br na sexta, que deve continuar fraco.


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