29/7/2010 9:36:00 - Prezado Cliente, Os resultados corporativos, mais uma vez, impedem que a piora das perspectivas sobre a economia dos Estados Unidos tome conta dos negócios neste início de dia nos mercados internacionais. Segundo o AE Broadcast, novos números divulgados nesta manhã mostram que as empresas europeias estão conseguindo passar pela crise em melhor forma, com destaque para a Telefónica, que conta com a América Latina para incrementar seus resultados. As ações da empresa subiam 2,82% em Madri (às 7h30, de Brasília), embora a Moody's tenha rebaixado a perspectiva do rating da Telefónica de positiva para estável, após aumento de participação na Vivo. E, os papéis da France Telecom também operam em alta com o anúncio de que a operadora irá manter a política de dividendos de 1,4 euro por ação nos próximos três anos, apesar da queda de receitas e lucro no segundo trimestre. Conforme o Financial Times, sete empresas do FTSE 100 divulgaram números hoje, considerados positivos pelo mercado, como Shell, AstraZeneca e British Telecom. Nesse ambiente, enquanto os players globais aguardam, cautelosos, os dados do PIB do segundo trimestre nos EUA, amanhã, os balanços e a melhora do sentimento econômico da zona do euro trazem um clima ameno aos mercados internacionais. Às 7h45 (de Brasília), as bolsas de Londres (+0,75%), Paris (+0,46%) e Frankfurt (+0,59%) registravam valorizações, junto com o petróleo (+0,36%), para US$ 77,27. O euro subia a US$ 1,3083, de US$ 1,2988 no fechamento de ontem em Nova York. A libra passava de US$ 1,5585 ontem para US$ 1,5639 no mesmo horário (acima). O dólar operava a 87,06 ienes, de 87,44 ienes na véspera. No Brasil, todas as atenções estarão concentradas na avaliação da Ata do Copom, que será divulgada às 8h30. Embora não exista grande dúvida de que o documento projetará um cenário de menor pressão inflacionária, os economistas vão buscar sinais a respeito dos próximos passos: se podem esperar por uma nova alta de 0,50 pp ou se as apostas devem evoluir em outro sentido. Aqui temporada de balanços também ganha impulso com a Vale, no final do dia. Veja os detalhes no Informativo em anexo. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio

28/7/2010 9:51:00 - Prezado Cliente, A avaliação sobre a economia dos Estados Unidos deve conduzir os mercados internacionais nesta quarta-feira. Neste sentido, a decepção com a confiança do consumidor medida pela Conference Board, ontem, reforçou as dúvidas sobre a recuperação econômica do país, aumentando a expectativa para a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, às 15 horas (de Brasília). Passados os testes de estresse dos bancos europeus, a grande questão para os investidores é saber até que ponto a maior economia do mundo pode desacelerar, como reflexo da crise na Europa. Esse deve continuar como o principal tema dos mercados nos próximos dias, especialmente com a divulgação do PIB norte-americano do segundo trimestre, na sexta-feira. Nesta manhã, enquanto aguardam as informações do dia, os mercados internacionais operam com um leve viés negativo e com a liquidez enfraquecida pelo clima de férias no hemisfério norte. Perto das 7h30 (de Brasília), as bolsas europeias operavam com perdas de cerca de 0,60%, oscilando ao redor da estabilidade; o petróleo estava cp, queda de 0,39, a US$ 77,22; e o euro cedia para US$ 1,2985, de US$ 1,3006 no fechamento de ontem em Nova York. Mas, a tendência do dia só será definida mais tarde, a partir dos dados dos Estados Unidos. Segundo a Agência Estado, o destaque vem novamente do setor corporativo. A Telefónica confirmou agora cedo que fechou um acordo inicial para comprar a fatia da Portugal Telecom na Vivo. Ainda segundo a AE, o El País noticiou nesta manha que a empresa portuguesa aproveitará metade dos recursos obtidos com a venda da Vivo para entrar na Oi, com uma fatia entre 20% e 25%. A matéria da AE afirma que a disputa deixa clara a relevância estratégica do mercado brasileiro, especialmente neste momento de forte crescimento interno, em contraste com a crise na Europa. Outra mostra da disposição pelo posicionamento em ativos nacionais veio ontem do mercado de dívida, quando o governo (brasileiro) levantou US$ 750 milhões em bônus globais com vencimento em 2021, com yield de 4,547%, o menor da história. No entanto, mesmo diante das boas perspectivas para o Brasil, o dólar tende a seguir pressionado pela possibilidade de o Banco Central atuar mais fortemente para reduzir a posição vendida do mercado. Em nossa avaliação, os dados do balanço de pagamentos e os do fluxo cambial efetivo de julho, em meio a um cenário externo ainda em fase de recuperação, além da continuidade das atuações moderadas do BC no mercado à vista, são suficientes para manter as cotações flutuando no intervalo de 1,75 a 1,80 R$/USD. Portanto, sem a necessidade de mais artificialismos. Ressaltamos novamente que, para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, é necessária a implementação de medidas estruturais de médio e longo prazo e não um controle mais intenso da taxa de câmbio. Os balanços corporativos devem continuar dando sustenção ao Ibovespa, se o cenário externo não ficar muito tenso, enquanto os juros futuros locais devem oscilar perto da estabilidade à espera da Ata do Copom, amanhã. Veja os detalhes no Informativo em anexo. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio

27/7/2010 9:50:00 - Prezado Cliente, Focos e Tendências para os mercados nesta terça-feira BALANÇOS E BASILEIA AJUDAM BANCOS NO EXTERIOR ANTES DE DADOS/EUA Londres, 27 - Nada como os balanços para sustentar o ânimo dos mercados internacionais e espantar os receios com a desaceleração global. Essa tem sido a máxima dos últimos dias e hoje não é diferente: os resultados dos bancos na Europa jogam para trás o ceticismo com os testes de estresse. Também ajuda o acordo para a nova regulação global dos bancos, fechado ontem em Basileia. Se as instituições financeiras trazem clima positivo para os investidores nesta manhã, nas próximas horas o tema dos mercados vai mudar. O foco se desviará para o comportamento da economia dos Estados Unidos, ponto-chave para definir até onde vai o impacto da crise na Europa. Apesar de os testes de estresse não terem se revelado o ponto de virada que muitos esperavam, é fato que o sentimento dos investidores anda bem mais firme. O temor de default iminente na zona do euro, que trouxe calafrios recentemente, ficou para trás. Os países da região, com exceção da Grécia obviamente, têm conseguido se financiar no mercado. Até mesmo os indicadores econômicos passaram a surpreender positivamente, como aconteceu na semana passada com a Europa e ontem com a alta de 23,6% nas vendas de imóveis nos EUA em junho, bem acima do esperado. Hoje, será importante acompanhar o índice de preços de residências S&P/Case Shiller (às 10h de Brasília) e a confiança do consumidor do Conference Board em julho (11h). É um bom aquecimento para o aguardado PIB do segundo trimestre, na sexta-feira. Enquanto aguardam novos dados sobre a economia norte-americana, os investidores gostam de saber que os balanços dos bancos europeus mostram boa forma. O UBS saiu de prejuízo de US$ 1,5 bilhão para lucro de US$ 2,1 bilhões no segundo trimestre, enquanto o Deutsche Bank também fechou o período com ganho de US$ 1,5 bilhão, alta de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Ambos superaram as estimativas dos analistas. A instituição alemã divulgou sua exposição à dívida soberana na Europa, dado que ficou faltando nos testes de estresse. Outro ponto considerado positivo pelos mercados foi o acordo com relação às novas regras para os bancos, chamado de Basileia 3. As normas aprovadas ontem, que ainda precisam passar pelo aval do G-20, foram consideradas mais brandas do que o projeto original. Algumas propostas foram amenizadas e outras postergadas até 2018. Trazia desconforto a perspectiva de imposição de regras muito fortes neste momento de recuperação econômica, pelo potencial impacto sobre o crédito e o crescimento econômico, como argumentam representantes do setor. Existiam temores sobre as dificuldades para os bancos levantarem capital no curto prazo - embora já esteja mais do que claro que as instituições terão de se submeter a critérios firmes para limitar o risco e impedir novas crises financeiras. "A abordagem mais leve e a adoção de postura gradual devem ser vistas como um sinal de que os reguladores entendem a importância de minimizar problemas de curto prazo no mercado", anota Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank em Londres. Conforme o Financial Times, somente um país da União Europeia não teria assinado o acordo na Basileia: a Alemanha. E, enquanto os bancos europeus vão vislumbrando dias melhores, o jornal britânico diz que as instituições da China enfrentam "sérios riscos de default" em mais de um quinto (US$ 1,135 bilhão) dos recursos emprestados a governos locais, segundo fontes. Ainda no mundo corporativo, destaque para o prejuízo de US$ 17,15 bilhões anunciado pela BP no segundo trimestre, considerado um dos maiores já registrados na história do Reino Unido. A companhia fez provisões de US$ 32,2 bilhões para o vazamento de óleo nos EUA e informou que venderá US$ 30 bilhões em ativos. Foi confirmado que Tony Hayward está deixando a presidência da empresa (com 1 milhão de libras no bolso mais aposentadoria estimada em meio milhão de libras por ano) e será substituído por Bob Dudley. Às 7h50 (de Brasília), as bolsas de Londres (+0,71%), Paris (+0,96%) e Frankfurt (+0,55%) subiam. O euro marcava US$ 1,2999, de US$ 1,2997 no fechamento de ontem em Nova York. A libra avançava a US$ 1,5520, de US$ 1,5485. O dólar era cotado a 87,43 ienes, de 86,89 ienes na véspera. (Daniela Milanese – AE Broadcast) Aqui, o câmbio continua no foco. Neste sentido, avaliamos que os dados do balanço de pagamentos e do fluxo cambial, em meio a um cenário externo ainda em fase de recuperação, além da continuidade das atuações moderadas do BC, são suficientes para manter as cotações flutuando no intervalo de 1,75 a 1,80 R$/USD. Portanto, sem a necessidade de mais artificialismos. Por outro lado, ressaltamos novamente que, para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, são necessárias a implementação de medidas estruturais de médio e longo prazo e não um controle mais intenso da taxa de câmbio. Miriam Tavares Veja os detalhes no Informativo em anexo. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio

26/7/2010 9:50:00 - Prezado Cliente, Em nosso cenário básico, com cerca de 75% de chance de se concretizar, a crise na zona do euro não deve afetar, de forma importante, o cenário macroeconômico global de 2010. Com os mercados emergentes continuando a crescer e a economia dos EUA voltando ao seu ritmo, a recuperação do mundo deverá ser pouco afetada neste ano pela crise fiscal da zona do euro, embora ela não possa ser desconsiderada. Estimamos que o PIB global, em termos de paridade do poder de compra (PPP), vá crescer 3,7% em 2010, abaixo da projeção de 4,0% que tínhamos até o mês de abril. No entanto, com o agravamento da situação europeia nos últimos meses, é possível prever um impacto um pouco maior para a economia mundial em 2011 e 2012, quando o cenário básico, ainda que sem uma ruptura nos mercados financeiros, deverá apresentar uma recessão de intensidade moderada na Europa, como resultado natural do ajuste fiscal em vários países da região. E, prevalecendo este quadro internacional, o cenário para a economia brasileira continuará bom, mesmo com um pouco menos de liquidez e um pouco mais de aversão ao risco. Os fluxos de capitais para o país devem permanecer positivos, com o financiamento do balanço de pagamentos ocorrendo sem maiores sobressaltos e sem grandes impactos sobre a taxa de câmbio, que deve continuar oscilando no intervalo de 1,80 a 1,90 R$/US$, na média, para encerrar o ano a 1,82 R$/US$. Embora em patamares mais desvalorizados, o euro continuará oscilando no intervalo de US$.1,20 a US$.1,30, devendo encerrar o ano próximo de US$.1,25. Miriam Tavares Cenário de Curto Prazo Conjunção de balanços bons nos EUA, indicadores econômicos mais positivos na Europa resultaram em altas no mercado acionário internacional (S&P 500, +3,4% e 50 European blue-chip, +2,2% em dólar). Adicionalmente, para Brasil, a redução do ritmo de aperto monetário contribuiu para alta do Ibovespa (+7.35% em dólar) nesta semana. O teste de estresse dos bancos europeus foi divulgado após o fechamento do mercado europeu e, por isso, não impactou as bolsas de lá. O mercado americano recebeu com críticas, mas estas não chegaram a impactar fortemente o resultado do dia. Muito provavelmente, as críticas serão evidenciadas nos preços dos ativos da próxima semana. Uma vez que, o teste foi feito somente nas carteiras marcadas a mercado, o percentual considerado para default nos títulos soberanos foi baixo (por exemplo, 23% para Grécia) e as projeções macroeconômicas adversas foram muito benevolentes. No mercado de moedas, o euro apresentou ligeira depreciação, devido à expectativa da divulgação do teste de estresse dos bancos e a despeito dos indicadores de atividade econômica, tais como: encomendas à indústria, índices de atividade industrial e serviços, terem apresentado números positivos e acima do esperado pelo consenso. O bom desempenho do mercado acionário causou o fortalecimento do real. Apesar de indicadores confirmando a fraqueza do setor imobiliário nos EUA e o depoimento de Ben Bernake, presidente do Fed, mais pessimista sobre a recuperação econômica, o dólar fechou a semana estável. Acreditamos que a tendência do euro deva ser revertida na próxima semana por conta dos efeitos do resultado do teste de estresse dos bancos e, controversamente, o dólar deva perder valor por resultado mais fraco para o PB do 2 trimestre. O real, devido ao crescimento da aversão ao risco, também deve sofrer enfraquecimento. O mercado de juros apresentou forte mudança nos contratos curtos devido à mudança de ritmo de aperto monetário e ao aumento do otimismo com relação ao tamanho total do ciclo. Por isso, mesmo os contratos longos apresentaram aumento de juros, precificando assim o aumento do risco inflacionário no longo prazo. Como a ata, que será divulgada na quinta-feira, deve ser mais branda, acreditamos que a curva deverá ficar mais inclinada. Tatiana Pinheiro - Santander Economia. CÂMBIO O dólar encerrou a semana reduzindo a alta do ano para somente 0,92%. A moeda está 'travada' no patamar de R$ 1,76, diante da forte posição vendida dos bancos no mercado à vista, de algo como US$ 13 bilhões. Há relato de consulta do BC para a volta dos contratos de swap cambial reverso. (AE Broadcast) Pesquisa semanal de expectativas de câmbio feita pela Agência Estado Segundo a matéria de ANDRÉIA LAGO, na quinta-feira, após o encerramento da pesquisa, o dólar voltou a flertar com o patamar de R$ 1,75 no mercado doméstico diante de uma cesta de notícias positivas tanto no cenário internacional quanto nacional. Além disso, novas notícias de captações de empresas brasileiras no exterior alimentaram a esperança de fluxo e reforçaram a tendência vendedora do mercado de câmbio. Essa performance, entretanto, não convenceu os dealers consultados pela AE de que haja um movimento sustentado de apreciação da taxa de câmbio doméstica. Segundo a matéria, a mediana das expectativas dos dealers ouvidos aponta para nova depreciação de quase 2% nos próximos sete dias, com a taxa de câmbio voltando para o patamar de 1,8000 R$/US$. A média das projeções ficou em 1,7900 R$/US$. O piso das expectativas dos dealers não se alterou e segue em 1,7600 R$/US$, mas o teto subiu 0,56%, para se situar, agora, em 1,8100 R$/US$, reforçando a expectativa de depreciação no horizonte de uma semana. Nós acreditamos que, além do ambiente de relativa aversão global ao risco, os dados semanais sobre o fluxo cambial do BC, que na semana passada, apesar das captações recentes vieram piores que o esperado, e os rumores de que o BC estaria propenso a retomar as operações de swap cambial reverso, foram os responsáveis por estas projeções de leve depreciação do real no curtíssimo prazo. De fato, seja como for, se não ocorrerem surpresas relevantes, positivas ou negativas, que afetem as perspectivas dos agentes a respeito do fluxo efetivo de médio prazo, o dólar deve seguir oscilando no intervalo de R$.1,76 a R$.1,80, ao longo desta semana, mais perto do piso ou do teto conforme os players globais estejam mais ou menos propensos aos ativos considerados de risco. Miriam Tavares BOLSAS Após a Comissão Europeia ter divulgado o resultado dos testes considerados "pouco estressantes" realizados com 91 instituições financeiras do continente, já que apenas sete instituições foram reprovadas, com uma metodologia colocada em xeque por analistas, o Ibovespa dissipou a volatilidade para se posicionar no campo positivo pelo restante da sessão de sexta-feira (23), encerrando com alta de 0,87%. Ajudado também por resultados corporativos positivos nos pregões da véspera, o índice encerrou a semana com alta de 6,39%, a maior valorização desde a primeira semana de maio de 2009. Como a trajetória positiva foi construída aos poucos nas negociações de sexta, Raphael Cordeiro, analista da Omar Camargo, acredita que há grandes chances de o otimismo continuar nesta segunda-feira (23), especialmente pela ausência de eventos mais marcantes na agenda. Relatórios semanais por aqui, como Focus e Balança Comercial, irão dividir as atenções com as vendas de novas casas nos EUA, que, embora exijam atenção, não devem ter o mesmo peso de indicadores esperados para o restante da semana, como pedidos de bens duráveis e o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA. A temporada de resultados corporativos também dá uma trégua no país, já que apenas empresas de pouca expressão irão publicar balanços nesta segunda. Por último, até mesmo os tão antecipados testes de estresse devem ter pouco efeito. "Não foi algo tão complexo e relevante que precise de dias para ser digerido", concluiu Cordeiro. (Infomoney) JURO A semana é rica em dados para auxiliar os players na formulação das previsões para o próximo Copom, sendo esta a maior angústia atual. O tom de cautela prevalece até a divulgação da ata. Mas dados de demanda (crédito) também darão direção à trajetória das taxas. (AE Broadcast) Elaborado por Miriam Tavares Uma boa semana e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio AGK Corretora de Câmbio S.A.

23/7/2010 9:37:00 - Prezado Cliente, Sem dúvida, todas as movimentações dos players globais, nesta sexta-feira, vão se basear, principalmente, nos testes de estresse dos bancos europeus, cuja divulgação dos resultados está prevista para as 13h (de Brasília). Nos últimos dois dias os mercados financeiros passaram a antecipar e embutir nos preços dos ativos a expectativa de que, a exemplo do ocorrido em maio do ano passado nos Estados Unidos, os resultados dos testes sejam positivos para o sentimento dos investidores. De fato, surpresas positivas poderão aparecer, especialmente se a transparência dos dados for convincente.Também espera-se que as instituições com deficiências, anunciem, imediatamente, as soluções que adotarão. Alguns estrategistas, no entanto, estão céticos quanto a estes dois pontos. Ou seja, se os testes forem vistos como não suficientemente rígidos ou se os resultados forem particularmente ruins e vierem sem uma estratégia para a situação, os mercados poderão ficar bastante estressados. Neste caso, os preços dos ativos considerados de maior risco poderão cair e o euro, especialmente, deve sofrer perdas mais acentuadas. Diante deste contexto, a ansiedade e a cautela predominam nesta manhã, embora o euro esteja em alta ante o dólar, por conta das expectativas positivas. A libra também avança em reação à boa notícia de que a economia cresceu 1,1% no segundo trimestre, ao em relação ao primeiro, no maior avanço em mais de quatro anos. Perto das 8h00, a libra subia a US$ 1,54345, de US$ 1,5265 no fechamento de ontem em Nova York, enquanto o euro avançava a US$ 1,2946, de US$ 1,2892. As bolsas europeias e os futuros em NY operavam perto da estabilidade, algumas com sinais positivos, outras com leves perdas; e algumas commodities registravam pequenas altas, enquanto o petróleo caía levemente. Refletindo o clima dos mercados internacionais, os mercados brasileiros devem abrir sem uma direção definida, alternando leves perdas com pequenos ganhos, e, a partir daí, acompanhar a reação dos investidores globais aos eventos do dia. Vale lembrar que, ao longo do dia os players irão, ainda, mesmo que num plano secundário, repercutir os balanços corporativos que serão divulgados nos EUA. Dessa forma, no câmbio doméstico, o dólar deve continuar oscilando entre R$.1,76 e R$.1,79, mais perto do piso ou do teto deste intervalo conforme as disposições globais para o risco estejam mais ou menos favoráveis. Miriam Tavares Veja os detalhes no Informativo em anexo. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio