10/3/2010 8:38:00 - Prezado Cliente, Os mercados financeiros globais seguem voláteis, porém, com os preços dos ativos financeiros dentro de patamares previsíveis e relativamente estáveis, alternando o viés positivo com o negativo, na medida em que os números e as notícias econômicas apontem para um cenário de curto prazo mais ou menos promissor. Essa tendência deve prosseguir ao longo de todo este ano. Por um lado, alguns dados mostram que a recuperação econômica dos países desenvolvidos é frágil, está plenamente em curso, e que o risco fiscal persistirá como tema relevante por um bom tempo, cenário que deixa os investidores cautelosos e com aversão ao risco. Por outro, dados animadores das economias emergentes e alguns das economias centrais, especialmente os relativos aos Estados Unidos, mostram alguma força para contrabalançar o apetite por risco dos investidores. A agenda desta semana fica forte a partir de hoje à noite, mas não deve trazer grandes mudanças para o cenário básico acima Nesta semana, a agenda americana de indicadores é menos intensa e os dados mais relevantes estão concentrados na sexta-feira. Porisso, os dados chineses como os de crédito, inflação, vendas no varejo, produção industrial e setor externo, todos referentes a fevereiro, deverão ganhar ainda mais relevância. Mas, todos esses indicadores chineses serão divulgados somente na quarta-feira à noite. Na quarta-feira, também será apresentado o PIB japonês referente ao último trimestre do ano passado. Internamente, destacam-se os dados de atividade, concentrados especialmente na quinta-feira, como o PIB do quarto trimestre de 2009 e o dado de vendas no varejo de janeiro. As estimativas para estas variáveis são positivas. Os números de inflação da semana não devem trazer muito alívio. Porisso, se a combinação dos dados mostrar a atividade um pouco mais acelerada, o mercado deverá aumentar as apostas em uma alta de 50 p.p. na Selic já para a próxima reunião do Copom (em 16 e 17 de março) o mercado aumentará as apostas em uma alta de 50 p.p.. Ao contrário, dados de atividade um pouco abaixo do esperado devem voltar a impor um pequeno viés baixista para a estrutura a termo de juros mais ao final da semana. Balança comercial chinesa sinaliza leve viés positivo para commodities, Ibovespa e real nesta quarta-feira, mas cautela deve seguir como pano de fundo Sairam nesta madrugada, os dados da balança comercial da China em fevereiro, com o menor superávit em um ano (US$.7,61 bi), por conta do aumento das importações muito acima do esperado, principalmente as de minério, o que deve trazer um viés levemente positivo para as commodities e, consequentemente para o Ibovespa e para o real nesta quarta-feira. Entretanto, enquanto aguardam os principais eventos da semana, os mercados operam com volatilidade e tendo a cautela como pano de fundo, ainda por conta das preocupações com a as preocupações com a zona do euro. E, neste sentido, nesta quarta-feira, além das contas do governo dos EUA em fevereiro, que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulga às 16h e da cautela por conta dos indicadores chineses que saem à noite, os players vão receber e repercutir vários indicadores de atividade e inflação da Europa. Os destaques europeus são a leitura final do PIB do quarto trimestre da Itália e da produção industrial em janeiro, da França e do Reino Unido. Mas, de qualquer forma, a não ser que surpresas relevantes modifiquem as perspectivas de curto prazo, acreditamos em uma relativa estabilidade para o câmbio nesta semana. O euro deve seguir oscilando entre US$.1,35 e US$.1,36, enquanto, ante o real, o dólar deve ficar entre os R$.1,77 e US$. 1,81, mais perto do piso ou do teto destes intervalos, conforme as disposições dos investidores globais para o risco. No mercado de ações,o Ibovespa deve continuar oscilando entre os 67 e os 70 mil pontos, mais perto do teto nos momentos em que o viés positivo estiver mais forte nos mercados internacionais ou do piso, se a aversão ao risco moderada predominar. Preocupações com zona do euro manteve o clima de cautela nesta terça-feira Ontem, por exemplo, embora tenham conseguido uma recuperação parcial no final dos negócios, a libra e o euro sofreram perdas em relação ao dólar na sequência dos alertas das agências de ratings sobre a deterioração da qualidade de crédito na Europa, que levaram os investidores a buscarem refúgio no dólar e no iene. A liquidação que atingiu as moedas europeias foi ativada por comentários sobre os problemas fiscais do Reino Unido e de Portugal, feitos pela Fitch Ratings e pela Moody's Investors Services. A pressão sobre a libra aumentou com base nos fracos indicadores econômicos do Reino Unido. No final da tarde, o euro estava a US$ 1,3601, de US$ 1,3630 no final da tarde de segunda-feira. O dólar estava a 89,97 ienes, de 90,26 ienes no fechamento da véspera, enquanto a libra estava a US$ 1,4989, de US$ 1,5063 no final da tarde de segunda-feira. No câmbio doméstico, as cotações no patamar de R$. 1,80 atraíram os exportadores e as taxas cederam um pouco. Mais tarde, a melhora externa e o ânimo do investidor estrangeiro na Bolsa brasileira, favoreceram ainda mais a queda do dólar, que fechou cotado a R$. 1,78, na menor cotação desde 20 de janeiro. No mercado de ações, o Dow Jones fechou aos 10.564,38 pontos, com uma alta de 0,11%. O Nasdaq subiu 0,36% e fechou com 2.340,68 pontos, enquanto o S&P-500 avançou 0,17% e fechou com 1.140,44 pontos. Na Bolsa brasileira, o desempenho dos papéis da Petrobras continuou a impulsionar o Ibovespa, que chegou a romper no intraday a marca de 70 mil pontos. O Ibovespa fechou com alta de 1,46%, aos 69.576,38 pontos. Na mínima, registrou 68.255 pontos (-0,47%) e, na máxima, os 70.144 pontos (+2,29%). Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio
9/3/2010 9:55:00 - Prezado Cliente, Os mercados financeiros globais seguem voláteis, porém, com os preços dos ativos financeiros dentro de patamares previsíveis e relativamente estáveis, alternando o viés positivo com o negativo, na medida em que os números e as notícias econômicas apontem para um cenário de curto prazo mais ou menos promissor. Essa tendência deve prosseguir ao longo de todo este ano. Por um lado, alguns dados mostram que a recuperação econômica dos países desenvolvidos é frágil e que o risco fiscal persistirá como tema relevante por um bom tempo, cenário que deixa os investidores cautelosos e com aversão ao risco. Por outro, dados animadores das economias emergentes e alguns das economias centrais, especialmente os relativos aos Estados Unidos, mostram alguma força para contrabalançar o apetite por risco dos investidores. Esse foi o caso, por exemplo, da semana passada, quando os mercados oscilaram entre a maior cautela pelas preocupações com a Grécia e indicadores divergentes das economias centrais e outros positivos, como os produzidos pela economia norte-americana. Na sexta-feira, os números melhores que o esperado do mercado de trabalho e a expansão do crédito ao consumidor, nos Estados Unidos, estimularam os investidores a fazerem apostas em ativos de maior risco. Nesta semana, a agenda americana de indicadores é menos intensa e os dados mais relevantes estão concentrados na sexta-feira. Porisso, os dados chineses como os de crédito, inflação, vendas no varejo, produção industrial e setor externo, todos referentes a fevereiro, deverão ganhar ainda mais relevância. Mas, todos esses indicadores chineses têm divulgação prevista para quarta-feira à noite. Assim, com a agenda relativamente vazia nesses primeiros dias da semana, alguns indicadores e as notícias do continente europeu serão o principal ponto de apoio para o investidor. Neste sentido, se a Grécia continuar a emitir sinais de que está trabalhando para cortar custos e diminuir seu déficit fiscal, a tendência é que o mercado tenha uma boa semana. Internamente, destacam-se os dados de atividade, concentrados especialmente na quinta-feira, como o PIB do quarto trimestre de 2009 e o dado de vendas no varejo de janeiro. As estimativas para estas variáveis são positivas. Os números de inflação da semana não devem trazer muito alívio. Porisso, se a combinação dos dados mostrar a atividade um pouco mais acelerada, o mercado deverá aumentar as apostas em uma alta de 50 p.p. na Selic já para a próxima reunião do Copom (em 16 e 17 de março) o mercado aumentará as apostas em uma alta de 50 p.p.. Ao contrário, dados de atividade um pouco abaixo do esperado devem voltar a impor um pequeno viés baixista para a estrutura a termo de juros mais ao final da semana. Mercados começaram a semana oscilando bastante, mas sem rumo definido e nos mesmos intervalos Ontem, a política fiscal permaneceu como tema crucial para os mercados de câmbio. As preocupações dos investidores de que as próximas eleições britânicas resultem num impasse político, bloqueando a habilidade do Reino Unido em lidar com seus crescentes níveis de endividamento, levou a libra a registrar forte queda em relação ao dólar e ao euro. O governo britânico deve registrar um déficit equivalente a 12,6% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, logo após a mais profunda recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Nos outros movimentos de moedas, o euro teve poucas mudanças frente ao dólar, uma vez que a França manifestou apoio os esforços da Grécia para enfrentar sua situação fiscal. A visão de que a situação da Grécia está sob controle e a notícia que a zona do euro estuda um fundo monetário para ajudar as nações com problemas deu certo alívio ao euro. Por outro lado, a valorização do euro foi contida pelas palavras do primeiro ministro da Grécia, George Papandreou, de que a crise pode se espalhar a outras nações do bloco. No final da tarde da segunda-feira, a libra estava a US$ 1,5063, de US$ 1,5152 no final da tarde de sexta-feira. O euro estava a US$ 1,3630, de US$ 1,3620 no final da tarde de sexta-feira. O dólar estava a 90,26 ienes, de 90,33 ienes. O real acompanhou o movimento do euro e também encerrou com leve queda ante o dólar. Depois de oscilar entre a mínima de R$ 1,773 e a máxima de R$ 1,790, o dólar à vista encerrou com alta de 0,11% a R$.1,788. O movimento no câmbio brasileiro é nítido: as cotações abaixo de R$.1,78 atraem compradores, fazendo com que a moeda encontre resistência para quedas mais acentuadas. No mercado futuro, da mesma forma, os players aumentam ou reduzem suas posições em dólares, conforme as perspectivas para o cenário de curto prazo estejam mais ou menos favoráveis. As ações norte-americanas fecharam em leve baixa nesta segunda-feira, movimento liderado por ações de empresas do segmento de saúde, incluindo UnitedHealth e Conventry Health Care, em reação às considerações feitas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, sobre as seguradoras de saúde. Mesmo assim, a pressão foi limitada por expectativas em relação a um anúncio que a Cisco Systems fará hoje, as quais sustentaram papéis de tecnologia e de telecomunicações. No setor de tecnologia, as ações da Cisco Systems avançam 1,86% depois de informar que fará um "anúncio significativo" nesta terça-feira, que irá "mudar para sempre a internet e seu impacto sobre os consumidores, empresas e governos".O índice Nasdaq, centrado em tecnologia, fechou no maior nível desde setembro do ano passado. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,13%, aos 10.552,52 pontos. O índice Nasdaq fechou em alta de 0,25% em 2.332,21 pontos. Foi o nível mais elevado de fechamento desde 3 de setembro de 2008. O índice Standard & Poor's 500 caiu 0,02% e fechou em 1.138,50 pontos, rompendo seis dias seguidos de ganho. No Brasil, a agenda vazia desta segunda-feira e o cenário mais tranquilo no exterior, depois que a França sinalizou que uma ajuda à Grécia deve sair mesmo da zona do euro, fizeram com que a Bovespa titubeasse nesse início de semana. O principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, oscilou bastante, mas dentro do intervalo atual, ora para cima, ora para baixo. Na mínima, registrou 68.318 pontos (-0,77%) e, na máxima, os 69.070 pontos (+0,32%). Por fim, a leve realização de lucros prevaleceu e o Ibovespa terminou a segunda-feira em baixa de 0,39%, aos 68.575,47 pontos. Hoje, agenda esvaziada, foco na dívida pública europeia e viés negativo moderado dão o tom aos mercados E, nesta terça-feira não estão previstas divulgações de peso, nem no cenário internacional, nem no âmbito doméstico. Mas, os mercados europeus e os futuros em Nova York iniciam o dia sinalizando para um dia cauteloso. As bolsas registram leves quedas, enquanto o euro cai 0,30% para US$.1,3593, agora, perto das 7h30. Mas, de qualquer forma, a não ser que surpresas relevantes modifiquem as perspectivas de curto prazo, acreditamos em uma relativa estabilidade para o câmbio nesta semana. O euro deve seguir oscilando entre US$.1,35 e US$.1,365, enquanto, ante o real, o dólar deve ficar entre os R$.1,77 e US$. 1,81, mais perto do piso ou do teto destes intervalos, conforme as disposições dos investidores globais para o risco. No mercado de ações, nos momentos em que o viés positivo estiver mais forte, o Ibovespa deve oscilar acima dos 68 mil pontos, podendo até se aproximar dos 70 mil pontos se as disposições para o risco do investidor estrangeiro se acentuar. No entanto, se o cenário externo ficar mais pessimista novamente, o Ibovespa deve voltar a operar entre os 66 e os 67 mil pontos. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio
8/3/2010 8:51:00 - Prezado Cliente, Os mercados financeiros globais seguem voláteis, porém, com os preços dos ativos financeiros dentro de patamares previsíveis e relativamente estáveis, alternando o viés positivo com o negativo, na medida em que os números e as notícias econômicas apontem para um cenário de curto prazo mais ou menos promissor. Essa tendência deve prosseguir ao longo de todo este ano. Por um lado, alguns dados mostram que a recuperação econômica dos países desenvolvidos é frágil e que o risco fiscal persistirá como tema relevante por um bom tempo, cenário que deixa os investidores cautelosos e com aversão ao risco. Por outro, dados animadores das economias emergentes e alguns das economias centrais, especialmente os relativos aos Estados Unidos, mostram alguma força para contrabalançar o apetite por risco dos investidores. Esse foi o caso, por exemplo, da semana passada, quando os mercados oscilaram entre a maior cautela pelas preocupações com a Grécia e indicadores divergentes das economias centrais e outros positivos, como os produzidos pela economia norte-americana. Na sexta-feira, os números melhores que o esperado do mercado de trabalho e a expansão do crédito ao consumidor, nos Estados Unidos, estimularam os investidores a fazerem apostas em ativos de maior risco. Nesta semana, a agenda americana de indicadores é menos intensa e os dados mais relevantes estão concentrados na sexta-feira. Porisso, os dados chineses como os de crédito, inflação, vendas no varejo, produção industrial e setor externo, todos referentes a fevereiro, deverão ganhar ainda mais relevância. Mas, todos esses indicadores chineses têm divulgação prevista para quarta-feira à noite. Na quarta-feira, também será apresentado o PIB japonês referente ao último trimestre do ano passado. Assim, com a agenda relativamente vazia nesses primeiros dias da semana, alguns indicadores e as notícias do continente europeu serão o principal ponto de apoio para o investidor. Neste sentido, se os números não vierem muito ruins e a Grécia continuar a emitir sinais de que está trabalhando para cortar custos e diminuir seu déficit fiscal, a tendência é que o mercado tenha uma boa semana. De qualquer forma, acreditamos em uma relativa estabilidade para o câmbio nesta semana. O euro deve seguir oscilando entre US$.1,35 e US$.1,37, enquanto, ante o real, o dólar deve ficar entre os R$.1,77 e US$. 1,81, mais perto do piso ou do teto destes intervalos, conforme as disposições dos investidores globais para o risco. No mercado de ações, nos momentos em que o viés positivo estiver mais forte, o Ibovespa deve oscilar acima dos 68 mil pontos, podendo até se aproximar dos 70 mil pontos se as disposições para o risco do investidor estrangeiro se acentuar. No entanto, se o cenário externo ficar mais pessimista novamente, o Ibovespa deve voltar a operar entre os 66 e os 67 mil pontos. Internamente, destacam-se os dados de atividade, concentrados especialmente na quinta-feira, como o PIB do quarto trimestre de 2009 e o dado de vendas no varejo de janeiro. As estimativas para estas variáveis são positivas. Os números de inflação da semana não devem trazer muito alívio. Porisso, se a combinação dos dados mostrar a atividade um pouco mais acelerada, o mercado deverá aumentar as apostas em uma alta de 50 p.p. na Selic já para a próxima reunião do Copom (em 16 e 17 de março) o mercado aumentará as apostas em uma alta de 50 p.p.. Ao contrário, dados de atividade um pouco abaixo do esperado devem voltar a impor um pequeno viés baixista para a estrutura a termo de juros mais ao final da semana. Uma boa semana e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio AGK Corretora de Câmbio S.A.
5/3/2010 11:21:00 - Prezado Cliente, Os mercados financeiros globais seguem voláteis, porém, com os preços dos ativos financeiros oscilando praticamente dentro dos mesmos intervalos, alternando o viés positivo com o negativo, na medida em que os números e as notícias econômicas apontem para um cenário de curto prazo mais ou menos difícil. Essa dinâmica deve prosseguir ao longo de todo este ano. Por um lado, alguns dados mostram que a recuperação econômica dos países desenvolvidos é frágil e que o risco fiscal persistirá como tema relevante por um bom tempo, cenário que deixa os investidores cautelosos e com aversão ao risco. Por outro, dados animadores das economias emergentes e alguns das economias centrais, especialmente os relativos aos Estados Unidos, mostram alguma força para contrabalançar o apetite por risco dos investidores. Este tem sido o contexto dos mercados financeiros globais ao longo desta semana, que podem se firmar no rumo positivo proporcionado pelo discurso feito durante a madrugada pelo premiê da China, Wen Jiabao, na abertura da reunião anual do Congresso Nacional do Povo, se o payroll dos Estados Unidos de fevereiro, que será divulgado às 10h30 de hoje, permitir. Nesta sexta-feira, payroll define rumos ou reforça falta de direção A interpretação do anúncio das prioridades de Pequim para os próximos 12 meses, incluindo a meta de crescimento econômico, será determinante para os preços das commodities, e consequentemente para o comportamento do Ibovespa e do câmbio doméstico. Jiabao anunciou a meta de 8% para o cresdimento do PIB do pais e apontou a intenção de manter a política fiscal ativa, a política monetária moderada e o atual modelo cambial. Um conjunto bastante positivo de metas, principalmente se considerarmos que o governo chinês é bastante conservador e sempre anuncia uma meta de crescimento abaixo do seu potencial. Mas, até que os dados do relatório de emprego americano seja avaliado, os mercados internacionais devem continuar cautelosos e sem um rumo definido. Até porque a Grécia ainda preocupa, apesar da emissão de 5 bilhões de euros em bônus ontem, diante das dúvidas sobre o potencial do país para cumprir o austero plano fiscal. Hoje, as atenções se voltam para o encontro do primeiro-ministro George Papandreou com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim. "Para aqueles que acham que o mercado está dando muita atenção para uma nação relativamente pequena como a Grécia, eu diria que o país é um amortecedor para os grandes problemas dos periféricos do bloco", diz Jim Reid, estrategista-chefe do Deutsche Bank, segundo matéria do AE Broadcast desta manhã. Além disso, o comportamento cauteloso dos players nesta manhã pode refletir o fato de que o líder chinês disse que irá retirar gradualmente o programa de estímulo adotado durante a crise, além de lidar com os desafios da economia, como a disparada dos preços dos imóveis. Jiabao também afirmou hoje em Pequim que os "riscos latentes" nos setores bancários e de finanças públicas do país estão em alta e afirmou que os principais objetivos do governo neste ano serão aumentar o consumo interno, acelerar a reestruturação da economia e controlar a inflação. Assim, antes da divulgação do payroll, às 10h30 (de Brasília), as bolsas europeias e os futuros em Nova York operam com altas moderadas, um pouco abaixo de 0,5%, e as moedas oscilam perto dos patamares de fechamento de ontem. E devem seguir assim até que o relatório de emprego seja divulgado. A projeção para o payroll americano é de corte de 75 mil vagas em fevereiro, acima dos 20 mil postos perdidos em janeiro. A taxa de desemprego deve subir de 9,7% para 9,8%. Números bastante melhores que estes devem fazer com que o viés positivo dos mercados se firme. Ao contrário, dados muito piores poderão estressar ainda mais os investidores globais. No entanto, um relatório apenas um pouco pior do que o previsto não deve causar grandes estragos, pois será justificado pelo impacto do clima. E, os mercados domésticos vão acompanhar o desempenho dos mercados internacionais, especialmente no que se refere ao apetite global por risco e aos preços das commodities. Assim, se o viés positivo se firmar lá fora, o dólar pode voltar a oscilar entre os R$.1,78 e os R$.1,79, ou até um pouco abaixo deste intervalo se o otimisto estiver mais intenso. Neste caso, o Ibovespa pode ultrapassar de forma mais consistente os 68 mil pontos. Ao contrário, se o pessimismo e a aversão ao risco se instalarem de forma muito acentuada ao longo do dia nos mercados externos, o que acreditamos ser menos provável, o dólar pode passar a oscilar um pouco acima do patamar de R$.1,80, podendo voltar para o intervalo de R$. 1,81 a R$.1,83, enquanto o Ibovespa pode, neste caso, registrar quedas mais significativas. Ao contrário, se a agenda do confirmar uma recuperação mais consistente nos EUA e na Europa, e não houver nenhuma notícia muito ruim para atrapalhar, o viés positivo deve prevalecer nos mercados internacionais e os ativos brasileiros vão acompanhar essa tendência. Neste caso, o dólar pode operar com uma queda mais firme, entre os R$.1,77 e os R$.1,78, e o Ibovespa deve operar acima dos 68 mil pontos. Acreditamos que a maior probabilidade é a de que o relatório do mercado de trabalho americano venha apenas um pouco pior que o esperado e que, portanto, os mercados globais seguirão voláteis e alternando o viés negativo com o positivo, com os preços dos ativos financeiros globais perto dos patamares atuais. E, neste contexto, o dólar deve seguir perto de R$.1,80, um pouco abaixo conforme o cenário externo esteja mais ou menos favorável, enquanto o Ibovespa deve continuar oscilando entre os 67 e os 68 mil pontos. No segmento de juros local, o IPCA de fevereiro vai influenciar as apostas para a próxima reunião do Copom. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio
26/2/2010 9:17:00 - Prezado Cliente, Ontem, as bolsas americanas e as europeias recuaram, reagindo ao inesperado aumento dos pedidos de auxílio-desemprego e ao temor de que o rating da Grécia sofra rebaixamentos por parte das agências de classificação de risco. A venda de ativos de maior risco começou durante à noite, quando a Moody's Investor Service reafirmou que o rating A2 da dívida da Grécia poderá ser cortado se o governo grego não agir com força para reduzir o seu déficit. O anúncio da Moody's se seguiu ao feito um dia antes pela Standard & Poor's. E, a demanda por ativos considerados mais seguros e pelo dólar e o iene cresceu, diante da divulgação do inesperado aumento no número de novos pedidos de seguro-desemprego requeridos na semana passada nos EUA, que alimentaram ainda mais as preocupações sobre o ritmo da recuperação econômica global. Mas, em Nova York, os principais índices de ações fecharam bem acima das mínimas intraday registradas mais cedo. Depois de registrar uma queda de 188 pontos no final da manhã, o índice Dow Jones reduziu as perdas para 53.13 pontos (0,51%) e fechou aos 10.321,03 pontos. O índice Nasdaq recuou 0,08% e fechou com 2.234,22 pontos. O S&P-500 caiu 0,21% e fechou com 1.102,94 pontos. A Bovespa conseguiu amenizaro clima negativo predominante no exterior. Abriu em queda, acompanhando as Bolsas externas, mas, no meio da tarde, conseguiu inverter o sinal e descolar-se de Nova York. As ações das siderúrgicas foram destaque de ganhos na sessão, depois que balanços estimularam ordens de compras da Gerdau e Usiminas. O Ibovespa avançou 0,50%, aos 66.121,04 pontos. Na mínima, registrou 64.429 pontos (-2,08%) e, na máxima, atingiu os 66.325 pontos (+0,81%). Em meio à deterioração na confiança sobre a recuperação econômica global, o iene e, em menor medida, o dólar, subiram frente a outras moedas. O euro mergulhou para uma mínima de 12 meses frente ao dólar, mas conseguiu recuperar suas perdas intraday nas negociações da tarde. No fechamento em Nova York, o euro estava a US$ 1,3560, de US$ 1,3525 no final da tarde do dia anterior. O dólar estava a 89,06 ienes, de 90,17 ienes na véspera, enquanto a libra estava em US$ 1,5271, de US$ 1,5398 na quarta-feira. Refletindo a aversão ao risco no exterior, o dólar fechou em alta também ante o real. O dólar à vista encerrou em alta de 0,27%, a R$ 1,831. No segmento de juros local, a decisão do Banco Central de alterar as regras de recolhimento dos depósitos compulsórios dos bancos, que resultará em um enxugamento da liquidez do sistema financeiro de R$ 71 bilhões, não reduziu as apostas de que acreditavam que a Selic pode começar a subir já em março. Na BM&F, em uma sessão de volume vigoroso, os juros de curto e médio prazos tiveram leve alta, enquanto os curtos mostraram apenas uma pequena baixa. E, nesta sexta-feira, a agenda americana repleta de indicadores relevantes, pode levar os mercados tanto para um lado quanto para o outro. A revisão do PIB americano do 4º trimestre, com estimativas de expansão de 5,9% contra 5,7% na primeira prévia, está entre os destaques. Mas, as vendas de imóveis existentes em janeiro e a confiança do consumidor (U. de Michigan) em fevereiro, também são importantes e também vão ajudar a formar expectativas e preços dos ativos financeiros mundiais. De um modo geral, se os dados americanos confirmarem as expectativas dos players, o viés positivo deste início de dia, por conta do aumento de 2,5% da produção industrial japonesa em janeiro e do anúncio do ministro das Finanças da Índia da estratégia de retomar o crescimento de 9% ao ano, os investidores globais devem encerrar a semana com boas disposições para o risco. Na Europa, o PIB do 4º trimestre foi revisado de crescimento de 0,1% para crescimento de 0,3%. Embora ainda muito inexpressivo, o crescimento marca o fim da recessão de mais de um ano no país. Por outro lado, mesmo que em linhas gerais a combinação dos dados americanos confirme um cenário mais animador para o curto e médio prazos, a cautela ainda deve permanecer, uma vez que a situação das contas públicas de alguns países europeus, especialmente a da Grécia, e até mesmo dos Estados Unidos, continua preocupante. Assim, os mercados devem seguir voláteis, com o viés levemente positivo predominando se a agenda do restante do dia não atrapalhar, porém com os investidores ainda cautelosos por conta dos fatores citados. E, a não ser que os dados americanos ou alguma notícia econômica relevante surpreenda significativamente os players, os preços dos ativos financeiros, internacionais e locais, não devem se distanciar muito dos intervalos atuais. No câmbio doméstico, a disputa para a formação da Ptax de fim de mês pode acrescentar volatilidade aos negócios, principalmente na parte da manhã, quando o maior volume de negócios define, em grande medida, a taxa média do dia. Mas, mesmo com essa movimentação atípica de final de mês, o dólar pode voltar a oscilar entre os operar entre os R$. R$.1,82 e os R$.1,83, ou até um pouco abaixo, se o maior apetite por risco com a consequente alta do euro ante o dólar e das commodities, observada nos mercados internacionais nesta manhã, se mantiverem ao longo do dia. Neste caso, o Ibovespa pode voltar a operar mais perto ou até um pouco acima dos 67 mil pontos. Caso contrário, se a aversão ao risco voltar a predominar no decorrer do dia nos mercados internacionais, o dólar deve oscilar entre os R$.1,83 e os R$.1,84, ou até um pouco acima, enquanto o Ibovespa pode seguir no intervalo de 65 a 66 mil pontos, ou até um pouco abaixo. No segmento de juros local, a parte mais curta da curva a termo deve seguir levemente pressionada para baixo, ainda repercutindo o aumento das alíquotas do compulsório com a pequena redução das apostas de aumento da Selic já nas próximas reuniões do Copom. Um bom dia e bons negócios! Miriam Tavares Diretora de Câmbio